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OSCAR BRESSANE
Data: 03/08/2017 Hora: 13:09:39
História do Município

Há registros de que a povoação humana nestas terras se iniciou ainda muito antes da colonização branca que previamente conhecíamos. Evidências históricas e arqueológicas recentes comprovam a existência de antigas povoações indígenas, que ocuparam a bacia do Ribeirão da Panela até as margens do Rio do Peixe. Esses indígenas, da etnia Caingangue ou 'Caa-Caing', designativo xavante com significado de 'gente do mato', habitavam as matas às beiras dos rios, em toda a região do médio Paranapanema e do Pardo. Eram ainda conhecidos por 'coroados', em virtude do corte de cabelo que utilizavam.

Um enorme percentual desses grupos foi exterminado pelas primeiras incursões de colonizadores que partiram de Campos Novos, a chamada “Boca do Sertão”.

A área deste município de Oscar Bressane, demarcada pelo agrimensor e coronel Marciano José Ferreira, foi parte integrante da grande Fazenda Fortuna dos Figueiredos. Essa propriedade ia das proximidades do Rio Pari, depois margeava o cume da Serra do Mirante do Paranapanema, grande espigão divisor de águas das bacias dos rios Peixe e Paranapanema, até as barrancas do próprio Rio do Peixe e fora adquirida pelo temido Coronel Francisco Sanches de Figueiredo do gigantesco espólio do sertanista José Theodoro de Souza, falecido em 1875. Tanto José Theodoro quanto Francisco de Figueiredo, ambos mineiros, foram, dentre outros feitos, exterminadores de comunidades indígenas e fundadores de inúmeras cidades em toda região, dentre elas São José dos Campos Novos do Rio Novo, Conceição do Monte Alegre, Saltinho do Paranapanema (Platina), Santa Cruz do Rio Pardo, Paraguaçu Paulista.

Sequencialmente à morte do Coronel Figueiredo, assassinado em 1912, a extensa Fazenda Fortuna é dividida em lotes inúmeros. Alguns desses lotes, por volta de 1920, onde hoje se localiza este município, são adquiridos pelos pioneiros paulistas Luiz Pereira Barreto Filho, Galdino Martins, Cândido Luiz da Silva, Marciliano Pires de Moraes, José Botelho, Cândido José Alfredo, Basílio Antonio Rodrigues e Basílio Martins. Esses homens, juntamente às primeiras famílias de origem européia que aqui se instalaram, acabaram de expulsar os pequenos grupos de indígenas, ainda remanescentes.

Após intensa campanha de colonização, promovida por loteadores de terras, dentre eles, o muito conhecido Dr. João Carlos Ferraro, que representava o agrimensor e latifundiário Dr. Luiz Pereira Barreto Filho, várias famílias de imigrantes italianos e espanhóis, então residentes na chamada zona velha do Estado de São Paulo (região da alta paulista, noroeste e mogiana) se dirigiram para estes rincões, sob as promessas de terras férteis e baratas.

O Engenheiro Ferraro, italiano residente em Itápolis/SP, fora também, por duas vezes, prefeito daquele município, de 01/04/1908 a 14/01/1911 e de 15/01/1915 a 14/01/1916. Era sócio da Empresa “Ferraro & Cia. Lavoura, Commercio e Industria”. Referida empresa, sediada em um sobrado de nº 2-B, na Rua do Ouvidor, em São Paulo/SP, objetivava a colonização através da venda de terras do grande sertão do oeste paulista, até então somente povoado por tribos indígenas e escassos posseiros. Para tanto, Ferraro instala uma filial de seu escritório na Rua Vera Cruz da recém fundada cidade de Assis, que era o aglomerado urbano mais acessível à grande gleba objeto do loteamento.

Iniciando o povoamento por europeus, registra-se, em 1922, a aquisição dos três primeiros lotes de terras do Bairro Água da Bananeira por Antonio Borgatto, Paolo Somenzari e Amadeo Zandoná, respectivamente. Esses italianos haviam adquirido seus lotes, de cerca de 20 alqueires cada, de João Carlos Ferraro, que representava Casemiro Nazino e Luiz Pereira Barreto Filho, conforme contrato de transmissão por compra e venda, registrado no Cartório de Notas de Tabatinga/SP, em 29 de setembro de 1922. Antonio já havia prestado serviços a Ferraro, sendo ambos conhecidos há longa data; assim, essa primeira aquisição de terras abriu sequência a inúmeras outras, ocasionando, a partir dos anos seguintes, a vinda de diversas famílias, vinculadas entre si, oriundas de Itápolis e região.

Em 1923, se dá a chegada dos irmãos Alexandre e Virgínio Girotto com seus familiares, vindos de Itápolis, fixando moradia onde hoje se localiza o Bairro da Bananeira, local em que haviam adquirido cinquenta alqueires de terra cada um. Nesta fase, Alexandre procede a derrubada das matas de cerca de três alqueires para se iniciar um núcleo urbano, ao que, entretanto, não obtém maciço apoio devido à geografia do terreno, pois num futuro próximo o crescimento da vila ficaria comprometido pelos vários morros existentes ao redor. No mesmo ano chegam também familiares de Agostinho Floreste. Em meados de 1924, também atraídos pelas terras férteis da região, aqui chegaram os senhores Jayme e André Sanches Bernal, Salvador Zurano Garcia, José Mansano Garcia, André Espejo Bernal, José Candido de Carvalho, os quais haviam adquirido uma gleba pertencente à Santa Casa de Jaú, no espaço compreendido entre os córregos da Cotia e do Saltinho, local em que hoje se situa a cidade.

A partir de 1925, vieram ao Bairro Água da Bananeira: Valentim, Estevão, Guidone e Giuseppe De Rossi, Emilio Borgatto, Angelo Spinardi, Antonio Pintor, Paschoal Vicente, Luiz Donegá, Antonio Gazetta, Luiz Molari, Anna Baldin (viúva de David Girotto) e filhos, Tereza Lanza e filhos, Regina Moretti Belotti e filhos, Zelinda Beduschi e filhos, João Dolcin, João Hungaro, Tayette, e daí em diante diversos outros, que se instalaram no Bairro Água da Bananeira

Ângelo, Luiz e Mateus Camillo, assim como as famílias Beluco, Bobato, Corredato, Ferneda, Pavarin, Regatieri, Tonin, Voltani, dentre outras, que se assentam no Bairro do Frutal. Artemisia Bertazzi, viúva de Evaristo Girotto, também se instala juntamente ao genro Vicente Martinhão e aos filhos João Girotto (do Pito) e Antonio Girotto (do Correio), em 1929, no Bairro da Bananeira, todos na mesma saga dos anteriores: desbravar e plantar café. Nesse período ocorre também a vinda das famílias de Ferdinando Bocchi e de Elias Tanus.

Já os bairros Água da Sorte e Água do Cedro recebem considerável fluxo de famílias espanholas, dentre elas: Lapaz, Dias, Marques, Garcia, Barrionuevo, Rodrigues, Alvares, Bragado, Arman, San, Puertas, Martines, Sorrilha, Martin, Cameiro, Hardiano, Bernabé, Bargas, Alarcon.

O núcleo urbano de Oscar Bressane teve oficialmente sua origem e fundação no dia 03 de maio de 1928, dia de Santa Cruz, quando, embora ainda não houvesse sequer capela, se ergueu um cruzeiro no largo da atual Igreja Matriz.

Um recorte de jornal da época traz as seguintes informações: “Em 1928 nasceu então Villa Fortuna, sendo seus fundadores os Snrs: José Manzano Garcia, José Candido de Carvalho e André Espejo Bernal. Construíram as primeiras casas os Srns: Florencio Navarro Bernal, José Navarro Bernal, Alonso Velasco, José Manzano Garcia, e simultaneamente iniciaram-se as construcções da Capela e da casa do snr. André Espejo Bernal, construções essas, de tijolos. No dia 3 de Maio de 1928, dia de Santa Cruz, ergueu-se o Cruzeiro, e deu-se como fundada – Villa Fortuna. A Villa e suas lavouras, progrediam sempre e já em 1931 quando o Exmo. Snr. Capitão João Alberto, decretou a Estatistica Territorial, decreto 4.909 de 27 de fevereiro de 1931, na fazenda Fortuna havia 150 proprietarios e mais de 2.000.000 de cafeeiros.

VILLA FORTUNA

Por iniciativa do Snr. José Manzano Garcia e sua esposa D. Maria Manzano Bargas, proprietários e fazendeiros na Fazenda Fortuna, deve-se o grande empreendimento na formação desta VILLA que pela sua topographia e salubridade será no futuro uma pequena cidade. A VILLA FORTUNA, está situada num chapadão immenso e de uma altitude onde se descortinam as pequenas e grandes Fazendas, umas em começo de formação e outras já em plena producção. A VILLA é cortada por uma optima Estrada de automóvel e que liga a Cidade de Paraguassú, tendo uma jardineira para transporte diário de seus habitantes. Em breve terá sua Capella, a sua Pharmacia, seus Armazens, que darão vida, e aos seus vizitantes das redondezas e onde o proprietário desta Villa, querendo dar maior desenvolvimento a esta futura Cidade offerece uma Data de terra a todas as pessoas que se comprometerem a fazer uma casa na dicta data no prazo de 90 dias, a contar do dia da escolha do terreno e do seu compromisso. Villa Fortuna, 1928.”

De grande importância a pessoa de Jayme Sanchez que inicia atividade de oleiro, produzindo tijolos para as novas construções. Além disso, como também proprietário rural na Fazenda Fortuna, doa parte de suas terras para a construção da vila e cede uma mina d’água para o abastecimento comunitário.

Duas olarias são tidas, também como pioneiras: a de Amadeo Zandoná, no Bairro Água da Bananeira, e a de Arthur Medeiros, no Bairro Água da Panela.

A vida comercial aflora nessa época com o armazém de Florêncio Navarro, em anexo à sua residência, onde hoje se encontra o Big Bar. A primeira farmácia, de José Antero Roxo, era em construção de barro, ao lado esquerdo da casa paroquial.

Em 1928, André Espejo Bernal, junto à sua esposa, Dona Octávia Golfetti, instala a primeira pensão da cidade. Essa pensão era construída em madeira e também em tijolos. Já em maio de 1938, André Bernal vende o imóvel a Antonio Monteiro da Cruz. Anos mais tarde, esse imóvel é adquirido por Antonio Girotto (do Correio).

Em 1929, Manoel Basílio Martins, Joaquim Justino, Sebastião Lopes Ferreira, Apparecido Theodoro Fernandes, Manoel Bargas, João Maciel da Cruz registram as aquisições dos primeiros lotes de Villa Fortuna. Sequencialmente o fazem também Antonio Alves de Oliveira, Pedro Garcia, Antonio Amaleu, Basílio Antonio Rodrigues, Luiz Donegá.

Enquanto isso novas famílias iam se estabelecendo nos bairros rurais que cercam a cidade.

Nesse ínterim, para que a povoação obtivesse maior vigor era necessária a instalação de um Cartório de Registro Civil, haja vista que todos os assentos eram feitos no cartório de Tabajara, vilarejo mais próximo. Assim, as lideranças de Villa Fortuna mantém contato com João Baptista da Silva, cartorário de Tabajara, e o convidam a se estabelecer em Fortuna. João Baptista, porém, relata que só poderia deixar Tabajara diante de situação especial. Dessa forma, as lideranças combinam com Adolfo Girotto, proprietário do único caminhão de toda a vila, e, durante a noite, roubaram todo o cartório e o trouxeram para Villa Fortuna. Daí em diante, João Baptista da Silva torna-se o conceituado Escrivão de Paz, que muito trabalhou pela comunidade.

José Ambrósio dos Santos se estabelece como dentista e Elias Tanus inaugura a Casa Libanesa em 1933.

Além dos imigrantes e descendentes espanhóis que se concentraram principalmente nos bairros da Água da Sorte e do Cedro, dos italianos e seus descendentes que colonizaram os Bairros da Bananeira, Botafogo e Frutal, grande número de japoneses aqui aportaram no ano de 1935, constituindo a colônia do Bairro da Graminha, onde iniciaram o plantio de suas culturas, implantando métodos de trabalho, dando forte impulso à área econômica do Município. Ressaltamos neste aspecto histórico as famílias Yoshimi, Yanai, Funo, Sato, Suguita, Kido, Tomaru, entre outras. De origem alemã houve apenas a vinda da família Eckstein Arf, estabelecendo-se na Água da Sorte, e das senhoras Maria Hartmann e Emília Hanck, ambas, porém, casadas com italianos e pioneiros na Água da Bananeira.

Por Decreto Episcopal de 14 de agosto de 1936, do Excelentíssimo Reverendíssimo Dom Antonio José dos Santos, 1º Bispo Diocesano de Assis, foi criada a Paróquia de Villa Fortuna, sob o orago de Nossa Senhora do Carmo e São João Batista. A casa paroquial foi construída em 1936. O primeiro pároco foi o Padre Muciano Maria Carbini (João Baptista Spessato Cherubin), servindo de 14 de agosto de 1936 a 23 de agosto de 1943.

Destaca-se, também, a intensa campanha liderada por Virgínio Girotto a fim de angariar fundos para a construção de uma imponente Igreja Matriz, projetada pelo Engenheiro Dr. Mazini, em substituição à já insuficiente Capella de Nossa Senhora do Carmo, erigida em 1928.

Na zona rural a vida religiosa também floresce com a construção da Capela de São Roque na Cabeceira do Bairro Água da Bananeira (Botafogo), em junho de 1944, por Antonio Gazetta. Já no Bairro Frutal, em 12/01/1966, Antonio Corredato doa parte de seu sítio para construção da Capela de Santa Luzia que, em 15/07/1979, seria transferida para terras de Angelo Camillo. Também no final da década de 1970, sob a gestão do Pe. Osvaldir da Silva, em terras da família Marques, no Bairro Água da Sorte, é erguida a Capela de São João Batista.

Várias famílias cariocas, oriundas da região de Resende/RJ, também aqui se instalam, em 1936. Relembramos de José de Pádua Salgado, João Ferreira, Fortunato Tavares (Natin), José Pedro Ferreira (Machado), famílias Batista, Mesquita, Martins, Alberto, dentre outras.

A história legislativa da instalação de nosso município tem sua origem no povoado de São João do Mirante, município de Campos Novos do Paranapanema, Comarca de Assis que se tornou sede do Distrito de Paz de Tabajara, conforme a Lei nº 1823, de 17 de dezembro de 1921.

O Decreto nº 6154, 13 de novembro de 1933, transferiu a sede do Distrito de Paz de Tabajara para Vila Fortuna e substituiu este nome pelo daquele distrito. O cartorário responsável era o senhor João Baptista da Silva.

Nessa ocasião, constavam as seguintes delimitações de toda área rural, político-geográfica e paroquial do patrimônio de Villa Fortuna: “suas divisas começam na margem esquerda do Rio do Peixe, no ponto em que neste se lança o Ribeirão do Fructal; seguem pela margem direita do Ribeirão do Fructal, águas acima, até sua cabeceira principal; seguem daí pelo espigão divisor do Rio do Peixe à esquerda, até frontear a cabeceira da Água do Xavier, e pela margem esquerda desta até sua barra no Ribeirão Vermelho; seguem pela margem esquerda deste, águas abaixo, até sua barra no Rio Capivara; seguem pela margem direita deste, águas acima, até a barra do Ribeirão Mandaguari; seguem pela margem direita do Ribeirão Mandaguari, águas acima, até a sua cabeceira principal, seguem daí ao espigão do Rio do Peixe até frontear a cabeceira principal do Ribeirão Palhinha; seguem pela margem esquerda deste, águas abaixo, até sua barra no Rio do Peixe; seguem pela margem esquerda deste, águas abaixo, até a barra do Ribeirão do Fructal, onde tiveram começo”. Assim, por tais divisas, comprova-se que a área de Villa Fortuna compreendia também parte das terras hoje pertencentes aos municípios de Lutécia e Echaporã, inclusive a área do extinto Patrimônio de Waldelândia, que fora planejado por João Carlos Ferraro em 1935.

Pelo Decreto nº 9775, de 30 de novembro de 1938, o povoado passou a denominar-se oficialmente VILA FORTUNA, anexado ao Município de Bella Vista, hoje Echaporã, pertencente à então Comarca de Campos Novos. O administrador local era o senhor Manoel Bocchi e Egydio Martins de Oliveira, auxiliado por Vicente Salgado, assume a função de recebedor das rendas locais para destiná-las ao Município de Bella Vista.

No início da década de 1940, com o advento da II Guerra Mundial, Egydio Martins passa a cumprir ordens superiores e determina o racionamento de mantimentos, em especial o sal e a querosene. Inconformados com isso e outros desmandos de Egydio, populares se unem e tramam expulsá-lo da vila. Assim, liderados por José Anthero Roxo, João Girotto (do Pito), Vicente Martinhão, Elias Tanus, Agostinho Floreste, Vitório Girotto ornamentam uma égua magra com muita flor de “cipó de São João” e aguardam a chegada de Egydio. Entretanto, um tal Abraão Padeiro percebe toda a armação e avisa a Egydio. Enquanto este se mantém escondido, Abraão se dirige até Assis e denuncia o fato à Polícia Paulista, chamada “Captura”. Em seguida chegam à Villa Fortuna mais de vinte viaturas. Alguns manifestantes fogem e outros são presos e levados à capital do Estado sendo, depois de alguns meses, soltos por interferência de Padre Muciano. A esse movimento deu-se o nome de “Revolta da Égua”.

A partir de 1º de Janeiro de 1945, por força do Decreto nº 14.334, de 30 de novembro de 1944, o então povoado de Vila Fortuna passa a chamar-se AMARILIS, sendo anexado ao Município de Lutécia.

O movimento para a emancipação político-admistrativa de nosso e de outros municípios foi liderado por um grupo de deputados assessorados pelo acadêmico Oscar Augusto de Barros Bressane. Em uma de suas viagens por essa causa sofreu um acidente e veio a falecer.

Por força da Lei nº 233 de 24 de Dezembro de 1948, o povoado foi elevado à categoria de Município, passando a pertencer à Comarca de Paraguaçu Paulista e passou a denominar-se OSCAR BRESSANE, após sorteio entre 14 municípios também emancipados, em homenagem ao acadêmico que lutara pela nossa emancipação e dos demais. Segundo consta OSCAR AUGUSTO DE BARROS BRESSANE era um acadêmico que trabalhava para um grupo de Deputados e era quem viajava até os municípios para recolher documentos necessários à emancipação. Em uma dessas viagens sofreu um acidente e faleceu, daí então se resolveu prestar-lhe uma homenagem e através de um sorteio nosso município foi escolhido, nasceu então o município de OSCAR BRESSANE o primeiro e último nome deste grande batalhador.

Paralelamente a isto, relatos históricos atestam que os senhores Manoel Bocchi e João Baptista da Silva se dirigiram a São Paulo a fim de buscar apoio junto às lideranças e instâncias superiores para emancipar o Distrito de Amarilis, elevando-o à categoria de município. Na Secretaria do Governo tiveram sua pretensão atendida, mas houve certa exigência: homenagear Oscar Augusto de Barros Bressane com o nome do futuro município e ainda expor um busto seu em praça pública. Após aceitação do pedido, foi mandado ao senhor Vicente Salgado que providenciasse um pedestal em granito sólido para receber o busto. No dia seguinte, para surpresa do povo do Distrito de Amarilis, chega da capital o busto de Oscar Bressane e a informação de que aquele seria o novo nome deste agora município.

A instalação, pois, do Município de Oscar Bressane deu-se em 24 de abril de 1949, data em que se comemora o aniversário.

O primeiro Prefeito Municipal eleito foi o Senhor José Ambrósio dos Santos. Também em 24 de abril de 1949, data do primeiro aniversário da instalação do município, foi oficialmente instalada a primeira Câmara Municipal, constituída pelos seguintes vereadores:

Presidente: José Larios Rodrigues

Angelo Girotto

Antonio Mansano

Delmiro João da Silva

Eugenio Doratiotto

Francisco De Rossi

Henrique Bocchi

José Amâncio

Jurandy Britto Marinho

Luiz Camilo

Mário Girotto

Paulo Garcia Filho

Pedro Celestino Filho

Oscar Bressane contou com uma população de 7.142 habitantes nos anos de 1950. De município predominantemente cafeeiro, sofreu mudanças por diversos fatores, substituindo as lavouras de café por pastagens, algodão, citrus, amendoim, milho e atualmente a melancia.

Atualmente a pecuária de corte prevalece ocupando as maiores áreas 74,3%.

Parte da produção agrícola do município é comercializada através de compradores locais e outros que se instalam no município no período de safras (compradores de melancia).

A produção de leite é comercializada através do Laticínio Gege, com industrialização de parte de sua produção.

A produção de carne é comercializada nos açougues da cidade e frigoríficos da região.

O município é servido pelo sistema elétrico da companhia Energisa. Estima-se que cerca de 99,69% das residências possuem energia elétrica.

O município não desenvolve nenhum tipo de exploração turística, embora tenha várias e belas cachoeiras, tradições religiosas, sítios históricos e, inclusive, arqueológicos.

Existe no município um Hotel e Restaurante Municipal, que conta com quatro apartamentos de luxo e doze quartos simples.

Os grandes destaques do município, em matéria de emprego e renda, são as empresas HARBA - Indústria e Comércio de Carpetes e Tapetes, que tem produção personalizada, fabricando apenas por encomendas, com representantes em todo o país, a Indústria e Comércio de Velas BRASILUZ, que fabrica todos os tipos e modelos de velas desejados, e em todas as cores, e tem comercialização a nível nacional também, ainda o LATICINIO BRESSANE, que é dono da marca Gege Leite e derivados, a empresa PLÁSTICOS SANTA CLARA, essas empresas trazem orgulho ao município, pois levam o nome de OSCAR BRESSANE, para todos os confins deste nosso Brasil. O proprietário da HARBA é o Senhor Jorgem Elias Tanus, o proprietário da BRASILUZ é o Senhor João Garcia, e o proprietário do LATICINIO BRESSANE é o Senhor Domingos Pantaleão.

O aeroporto mais próximo está localizado na cidade de Marília, à Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, fone (14) 3433-4120, distante quarenta quilômetros.

Os grandes eventos do município ocorrem na comemoração do aniversário de emancipação político-administrativa (24 de abril), quando é promovida uma grande festa de confraternização para toda a população, a tradicional Festa do Peão, além de diversas outras atrações.

Merece, pois, destaque o Carnaval de Rua e a Mostra Revelando Talentos, que já se tornaram tradições no calendário anual de Oscar Bressane.

 

 

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